segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia "D"

Até que ponto devemos nos machucar pra alimentar um sentimento que só existe na nossa cabeça, ou no caso, no nosso coração?
Porque temos que tomar decisões tão duras e que doem tanto quando tudo o que queriamos era só ser feliz "happy ever after"..
Porque todo homem tem a incrível capacidade de fazer sofrer, quem eles dizem com tanta veemencia, que amam?
Domingo foi o dia "D"..
até que ponto EU posso aguentar?
O que é pior?
A saudade? A falta? A sensação de se estar sozinha no mundo?
Ou a irreal companhia? A presença distante?
Pra entender, vou explicar..
Há exatos 2 anos e 7 meses , conheci meu ex.
De forma inusitada e que não vem ao caso, começamos a namorar cerca de 5 meses depois de nos conhecer, namoramos por 1 anos, e ele terminou.
Acreditem, ele terminou rs.
Muita coisa aconteceu, mas fato é que após o término, continuamos a nos falar diariamente, por mais 1 ano e 2 meses, completos domingo.
Brigas, ciumes, bloqueios no messenger, e-mails.
Tudo isso fez parte do nosso cotidiano, mesmo sem estarmos mais juntos de fato.
Eu, como toda mulher que acha que não pode sobreviver sem aquela pessoa, implorava pela 'presença' dele na minha vida, e perdi as contas de quantas vezes o procurei após brigas e mais brigas onde deixariamos de nos falar.
E por diversas vezes tive que escutar coisas que desejei nunca ouvir de ninguém.
O que acontece é que desde de a semana santa, as coisas mudaram.
Na semana que antecedeu o feriado, houve da parte dele(e que isso fique muito claro) até uma suposta 'vontade' de reatar o namoro.
Porém, como tudo que é bom e dura pouco, bastou que ele reencontrasse uma 'velha amiga' para que essa vontade, que ele dizia ser gritante, desaparecesse completamente.
E eu, como toda boa menina, já tinha criado na minha cabeça NOVAMENTE toda a expectativa de ter ao meu lado, o homem que eu amava (lê-se amo).
Durante esses exatos, 49 dias que se seguiram após a semana santa, não conseguimos sequer conversar por um dia sem que nos ofendessemos e um de nós saisse magoado.
Vale ressaltar que entre tantas brigas, maioria por ciumes meus dessa 'velha amiga', o ex, sempre afirmava de forma incontestável, que eram apenas bons amigos, que não existia nada por parte de nenhum deles, e que inclusive procurou a tal amiga para pedir ajuda pois EU, a tal da culpada, não parava de brigar por ciumes.
Aqui nos encontramos pessoas!
Na ultima sexta, 29/05/09, ele finalmente assumiu que a amiga está sim afim dele.
Mas que isso não significa nada, que ela não pode saber que ele sabe, e que ele não irá estragar a amizade que eles tem 'cortando' a garota.
Fatos: 1) Ela mora no sul e ele irá passar o feriado de Corpus Christi onde? ahaaam..no sul..ganhou uma bala quem acertou!
2)Ela irá passar ferias onde? Mais uma bala para quem disse que é na cidade dele!
E talvez aqui o mais importante dos fatos: Se ele não cortou, é porque está gostando!

Então eu, que já nem conseguia mais raciocinar de ódio, tomei uma decisão.
E eu sou libriana, vamos colocar os pingos nos 'is', e quem conhece um bom libriano sabe que para nós, tomar uma decisão é quase como nos mandar roubar doce de criança, IMPOSSIVEL.
Mas eu tomei.
Ou pelo menos eu acho que tomei.
Dentre tantos outros problemas que não irei mencionar aqui por serem de cunho pessoal, (sim eu sei que esse que eu estou aqui expondo também é, mas os outros envolvem família, saúde e etc..)eu percebi que ficar chorando porque o ex resolveu ficar com uma guria 4 anos mais nova que eu , não era uma atitude para alguém como eu.
Paramos de nos falar.Porque eu pedi.
Desde domingo as 14:08.
O problema e o porque desse post é..
Eu sinto falta..mas ao mesmo tempo eu sei que se eu procuro, eu sofro.
E aí eu estou num dilema de qual sofrimento é maior.
Como se não bastasse, e para curar um pouco a deprê de ver o ex falando que a pessoa que vc gostaria de mandar para plutão com passagem só de ida, realmente está afim dele, fui me 'divertir' com minhas amigas, e tive que ouvir da mãe da minha amiga que estamos ficando encalhadas e ao mesmo tempo que somos muito jovens para ter 'aquele tipo de comportamento' (ele se referia a assistir tv em pleno sabado comendo chocolate com um mega edredom).
E, pode sim parecer uma brincadeira do destino, mal cheguei em casa e minha irmã vem toda feliz me emprestar um livro cujo título é 'A bonitona encalhada' (Laurinha nada contra, eu estou amando o livro e vc é uma mega escritora).
Enfim, é isso.
Para evitar procura-lo, leio, mas quando leio penso nele, mas se penso nele, lembro que já existe outra pessoa na vida dele, e aí sinto raiva e passa a vontade de procura-lo.
Só que esse ciclo em particular está se tornando muito doloroso.
Olhar mil vezes se existe algum e-mail, SMS, ou qualquer coisa dele, me faz sentir fraca, mas ao mesmo tempo, era o que eu gostaria.
No fundo acho que todas nós preferimos alimentar uma mentira pra nós mesmas.No meu caso, alimentava a ilusão de que ele realmente me amava e fazia disso motivo maior para não tirá-lo da minha vida.
Acontece que agora que tento tirar, pelo menos até conseguir encarar essa nova realidade dele com outra, eu sinto falta.
Acho que ninguém irá ler isso, mas se alguém ler e puder ajudar..

Beijos Beijos

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